Quem desconfia de alienação parental costuma ter duas dúvidas ao mesmo tempo: "o que eu posso fazer?" e "como é o processo?". O artigo sobre o que é alienação parental explica os sinais. Aqui, o foco é o caminho jurídico.

Este artigo mostra como a ação começa, o que acontece no meio e quais decisões podem sair no final, segundo a Lei 12.318/2010, com atenção ao contexto de Fortaleza.

Resumo visual: as etapas do processo de alienação parental, da petição à decisão.

Como o pedido de alienação parental pode ser feito

A lei admite que a alegação de alienação parental seja apresentada em ação própria ou de forma incidental, ou seja, dentro de um processo de família que já está em andamento, como uma ação de guarda, de convivência ou de divórcio.

A pedido ou de ofício

Também pode ser reconhecida a pedido ou por iniciativa do próprio juiz, em qualquer momento do processo (art. 4º).

Onde o processo tramita

Em regra, o processo corre na Vara de Família, e a definição do foro segue as regras de competência, que costumam levar em conta o domicílio da criança ou do adolescente. Em Fortaleza, tramita nas Varas de Família da Comarca de Fortaleza.

Etapas gerais do processo de alienação parental

  1. Reunião de elementosDatas de convivência dificultada, mensagens, e-mails e relatos de escola e de profissionais. Quanto mais organizado, mais claro fica o quadro.
  2. Petição inicialA advogada apresenta os fatos e os pedidos, que podem incluir medidas provisórias, quando há urgência.
  3. Citação e defesaO outro genitor é chamado para responder e apresentar a sua versão.
  4. Participação do Ministério PúblicoO promotor acompanha o caso, que envolve interesse de criança ou adolescente.
  5. PeríciaHavendo indícios, o juiz pode determinar perícia psicológica ou biopsicossocial, com prazo legal de 90 dias para o laudo, prorrogável.
  6. DecisãoO juiz decide com base no conjunto das provas e no interesse da criança.
Comparação: medidas mais leves e medidas mais severas previstas para a alienação parental.

Como funciona a perícia

Havendo indícios, o juiz pode determinar perícia psicológica ou biopsicossocial. Ela avalia a dinâmica da família, a personalidade dos envolvidos, o histórico do relacionamento e a relação da criança com cada genitor.

A lei prevê prazo de 90 dias para o laudo, que pode ser prorrogado com autorização judicial. A criança é tratada com cuidado, sem interrogatórios repetidos.

O que o juiz pode determinar

Caracterizada a alienação parental, a lei permite, sem prejuízo de outras medidas, que o juiz (art. 6º):

  • declare a ocorrência e advirta o genitor alienador;
  • amplie o regime de convivência em favor do genitor afastado;
  • estipule multa;
  • determine acompanhamento psicológico ou biopsicossocial;
  • altere a guarda para compartilhada ou a inverta;
  • fixe cautelarmente o domicílio da criança;
  • declare a suspensão da autoridade parental, em casos graves.

As medidas são escolhidas conforme a gravidade do caso.

Enquanto o processo tramita, a lei também assegura, em regra, uma garantia mínima de convivência entre a criança e o genitor, ressalvados os casos de risco atestado à integridade física ou psicológica da criança (Lei 12.318/2010, com as alterações da Lei 14.340/2022).

Sobre a rotina de convivência, leia como funcionam os dias na guarda compartilhada.

Balança da Justiça de latão, livro e caneta sobre a mesa de um escritório, representando o processo de alienação parental em Fortaleza

Provas que costumam ajudar

  • Mensagens e e-mails que mostrem a convivência sendo dificultada ou negada.
  • Registro cronológico dos fatos, com datas e descrição objetiva.
  • Informações da escola, do pediatra e de outros profissionais que acompanham a criança.
  • Testemunhas que presenciaram os episódios.

Evite interrogar, gravar ou envolver a criança na coleta de provas. Isso pode prejudicá-la e enfraquecer o seu pedido. Veja como usar fotos e prints de redes sociais como prova.

Resumo visual: frases comuns sobre o processo de alienação parental e o que vale na prática.

Quanto tempo leva o processo?

Não há prazo fixo. A lei determina tramitação prioritária quando há indícios de alienação, mas o tempo real depende da perícia, das provas e da agenda do juízo. Desconfie de qualquer promessa de data ou de resultado.

Sobre a primeira conversa e os custos, leia quanto custa uma consulta com advogada de família.

E se há risco real para a criança?

Importante

Se existem indícios reais de violência, abuso ou negligência, a prioridade é a segurança da criança, e a limitação do contato por esse motivo não configura alienação parental. Por isso a análise com orientação jurídica, antes de qualquer decisão, é tão importante para os dois lados.

Leia o que fazer quando o filho reclama do pai.

Sobre medidas de proteção, veja como pedir medida protetiva em Fortaleza.

A lei de alienação parental está em debate?

Sim. Há um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados (PL 2.812/2022) que propõe revogar a Lei 12.318/2010. Enquanto não houver aprovação e sanção, a lei segue em vigor.

Como o tema pode mudar, vale confirmar o texto vigente antes de tomar qualquer decisão. Os processos de família continuam podendo tratar da convivência e da guarda com base em outras normas.

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Processo de alienação parental e guarda

O resultado do processo pode influenciar a guarda e o regime de convivência. Para entender o modelo, leia guarda compartilhada: o que muda. Para uma visão geral, acesse a página alienação parental em Fortaleza.

Atendimento em Fortaleza e em todo o Brasil

Em Fortaleza, a ação de alienação parental tramita, em regra, nas Varas de Família da Comarca de Fortaleza, com participação do Ministério Público, e a perícia psicológica ou biopsicossocial costuma ser determinada pelo juiz quando necessário.

Atendo online mulheres de todas as regiões do Brasil, e quem está em Fortaleza também pode ser atendida presencialmente. Para entender melhor a área, veja a página sobre alienação parental em Fortaleza. A página inicial apresenta o escritório e como funciona o atendimento.

Perguntas frequentes sobre o processo de alienação parental

Como funciona o processo de alienação parental?

O pedido pode ser feito em ação própria ou dentro de um processo de família já existente. Havendo indícios, o processo tem tramitação prioritária, o Ministério Público é ouvido e o juiz pode determinar medidas provisórias para proteger a criança e preservar a convivência. A perícia psicológica ou biopsicossocial costuma ser decisiva.

Quanto tempo demora um processo de alienação parental?

Não há prazo fixo. A lei prevê tramitação prioritária, mas o tempo depende da perícia, das provas e da agenda do juízo. Promessas de prazo não são confiáveis.

Que provas ajudam em uma ação de alienação parental?

Mensagens, registros com datas de convivência dificultada ou negada, informações da escola e de profissionais de saúde, testemunhas e a própria perícia. A criança não deve ser interrogada nem usada para produzir provas.

O que o juiz pode decidir em caso de alienação parental?

A Lei 12.318/2010 prevê medidas como advertência, ampliação da convivência com o genitor afastado, multa, acompanhamento psicológico, alteração da guarda e, em casos graves, suspensão da autoridade parental, aplicadas conforme a gravidade e o interesse da criança.

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Logotipo Ana Letícia Tomaz, advocacia de família em Fortaleza
Ana Letícia Tomaz de Vasconcelos

Advogada de família particular (OAB/CE 43.111), membro do IBDFAM, dedicada desde 2021 a atender exclusivamente mulheres em Fortaleza (CE) e online em todo o Brasil, em questões de divórcio, guarda, pensão, violência doméstica e herança. Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma consulta jurídica sobre o seu caso específico.